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Aumento alarmante nas taxas de autolesão e suicídio no Brasil, revela estudo da FIOCRUZ

Aumento alarmante nas taxas de autolesão e suicídio no Brasil, revela estudo da FIOCRUZ

Um recente estudo ecológico conduzido por pesquisadores brasileiros vinculados à Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ) e publicado no renomado periódico The Lancet em 15 de fevereiro de 2024, trouxe à tona um crescimento preocupante nas notificações de autolesão e nas taxas de suicídio no Brasil, abrangendo o período de 2011 a 2022, apontando para um cenário que demanda atenção urgente das políticas públicas de saúde mental.

Metodologia Abrangente Revela Tendências Preocupantes

Utilizando dados coletados de três sistemas de informação nacionais distintos, os pesquisadores conseguiram traçar um panorama detalhado da evolução das notificações de autolesão, das hospitalizações por autolesão e das taxas de suicídio no país. A análise desses dados, estratificados por idade, sexo e etnia, revelou tendências que não podem ser ignoradas.

Principais Descobertas

De acordo com o estudo, houve um aumento substancial nas notificações de autolesão, saltando de 7,6 para 70,1 por 100.000 habitantes no intervalo analisado. Esse crescimento foi especialmente pronunciado entre as mulheres, que em 2022 registraram taxas duas vezes maiores do que os homens (96,8 versus 42,1 por 100.000 habitantes, respectivamente). Notavelmente, a intoxicação emergiu como o método mais comum de autolesão, correspondendo a 70% dos casos em mulheres e 56% em homens.

Embora as hospitalizações por autolesão tenham apresentado um aumento menos expressivo, as taxas de suicídio sofreram um crescimento notório, passando de 5,0 para 7,3 por 100.000 habitantes. O Sul do país foi a região com os números mais elevados, alcançando uma taxa de 11,53 por 100.000 habitantes. A análise também revelou que o suicídio é quatro vezes mais frequente entre homens do que mulheres, com uma incidência maior entre jovens de 29 a 59 anos e, de maneira mais acentuada, na população indígena.

Implicações para Políticas Públicas

Os resultados do estudo ressaltam a urgência de um investimento mais robusto em políticas de prevenção ao suicídio e de apoio às pessoas em risco de autolesão. As descobertas sublinham a necessidade de estratégias focadas na redução dos fatores de risco e na promoção da saúde mental, especialmente entre os grupos mais vulneráveis identificados pela pesquisa.

Limitações e Caminhos Futuros

Os autores do estudo reconhecem que, apesar dos avanços nos sistemas de notificação, as taxas podem estar subestimadas devido à subnotificação, particularmente no que diz respeito à autolesão. Essa variável só se tornou de notificação compulsória em 2011, o que pode ter impactado os dados iniciais do período analisado.

Conclusão

O estudo da FIOCRUZ, publicado em The Lancet, lança luz sobre uma crise crescente de saúde mental no Brasil, com um aumento alarmante nas notificações de autolesão e nas taxas de suicídio. Esses dados chamam a atenção para a necessidade crítica de abordagens multidisciplinares e políticas eficazes de saúde pública que possam enfrentar essa realidade, mitigando o sofrimento de inúmeros brasileiros e promovendo um futuro mais saudável e resiliente para a população.

Artigo original, clique aqui

Dr Cyro Masci - autor 1
Autor: Dr. Cyro Masci
CREMESP 39126
Psiquiatra RQE CFM 9738
Psiquiatria Integrativa

Aumento alarmante nas taxas de autolesão e suicídio no Brasil, revela estudo da FIOCRUZ

Aumento alarmante nas taxas de autolesão e suicídio no Brasil, revela estudo da FIOCRUZ

Um recente estudo ecológico conduzido por pesquisadores brasileiros vinculados à Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ) e publicado no renomado periódico The Lancet em 15 de fevereiro de 2024, trouxe à tona um crescimento preocupante nas notificações de autolesão e nas taxas de suicídio no Brasil, abrangendo o período de 2011 a 2022, apontando para um cenário que demanda atenção urgente das políticas públicas de saúde mental.

Metodologia Abrangente Revela Tendências Preocupantes

Utilizando dados coletados de três sistemas de informação nacionais distintos, os pesquisadores conseguiram traçar um panorama detalhado da evolução das notificações de autolesão, das hospitalizações por autolesão e das taxas de suicídio no país. A análise desses dados, estratificados por idade, sexo e etnia, revelou tendências que não podem ser ignoradas.

Principais Descobertas

De acordo com o estudo, houve um aumento substancial nas notificações de autolesão, saltando de 7,6 para 70,1 por 100.000 habitantes no intervalo analisado. Esse crescimento foi especialmente pronunciado entre as mulheres, que em 2022 registraram taxas duas vezes maiores do que os homens (96,8 versus 42,1 por 100.000 habitantes, respectivamente). Notavelmente, a intoxicação emergiu como o método mais comum de autolesão, correspondendo a 70% dos casos em mulheres e 56% em homens.

Embora as hospitalizações por autolesão tenham apresentado um aumento menos expressivo, as taxas de suicídio sofreram um crescimento notório, passando de 5,0 para 7,3 por 100.000 habitantes. O Sul do país foi a região com os números mais elevados, alcançando uma taxa de 11,53 por 100.000 habitantes. A análise também revelou que o suicídio é quatro vezes mais frequente entre homens do que mulheres, com uma incidência maior entre jovens de 29 a 59 anos e, de maneira mais acentuada, na população indígena.

Implicações para Políticas Públicas

Os resultados do estudo ressaltam a urgência de um investimento mais robusto em políticas de prevenção ao suicídio e de apoio às pessoas em risco de autolesão. As descobertas sublinham a necessidade de estratégias focadas na redução dos fatores de risco e na promoção da saúde mental, especialmente entre os grupos mais vulneráveis identificados pela pesquisa.

Limitações e Caminhos Futuros

Os autores do estudo reconhecem que, apesar dos avanços nos sistemas de notificação, as taxas podem estar subestimadas devido à subnotificação, particularmente no que diz respeito à autolesão. Essa variável só se tornou de notificação compulsória em 2011, o que pode ter impactado os dados iniciais do período analisado.

Conclusão

O estudo da FIOCRUZ, publicado em The Lancet, lança luz sobre uma crise crescente de saúde mental no Brasil, com um aumento alarmante nas notificações de autolesão e nas taxas de suicídio. Esses dados chamam a atenção para a necessidade crítica de abordagens multidisciplinares e políticas eficazes de saúde pública que possam enfrentar essa realidade, mitigando o sofrimento de inúmeros brasileiros e promovendo um futuro mais saudável e resiliente para a população.

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Autor: Dr. Cyro Masci
CREMESP 39126
Psiquiatra RQE CFM 9738

Dr. Cyro Masci
CREMESP 39126
Psiquiatra RQE CFM 9738

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