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Casos de depressão crescem 40% no País desde o início da pandemia

Casos de depressão crescem 40% no País desde o início da pandemia

Casos de depressão crescem 40% no País desde o início da pandemia
Entrevista do Dr. Cyro Masci ao Repórter Diário

O número de pessoas diagnosticadas com depressão no Brasil cresceu cerca de 40% desde que pandemia da covid-19 começou, em 2019. Dados do Inquérito Telefônico de Fatores de Risco para Doenças Crônicas não Transmissíveis em Tempos de Pandemia (Covitel) apontam que os diagnósticos saltaram de 9,6% no período de pré crise sanitária, para 13,5% no primeiro trimestre deste ano.

Somente em 2021, foram realizados 15.961 atendimentos médicos com diagnósticos de ansiedade e depressão entre São Caetano, Santo André e Diadema. No ano passado, o total foi de 19.757 entre os três municípios. São Bernardo e Mauá não informaram o número de diagnósticos, mas juntas, atenderam 257.520 pacientes na área da saúde mental em 2021 e outras 308.423 no ano passado, alta de 19,7% nos atendimentos. Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra não responderam.

O psiquiatra Cyro Masci explica que as causas são múltiplas, já que a depressão é uma condição mental complexa e multifatorial. “Pode-se afirmar que ela é causada por uma combinação de fatores biológicos, psicológicos e até ambientais”, analisa. Algumas das principais causas biológicas da depressão incluem desequilíbrios químicos no cérebro, como a diminuição da produção de serotonina, um neurotransmissor que ajuda a regular o humor. “Também pode haver um componente genético na depressão, com a condição tendo uma tendência a ocorrer em famílias”, explica.

A prevalência da depressão, segundo a pesquisa, é maior em mulheres, sendo 18,8% no ano passado e 14,5% antes da pandemia. Entre as pessoas brancas, 16,5% foram diagnosticadas com transtorno, número que era de 11% antes da crise sanitária. Já entre a população negra, o percentual de pessoas diagnosticadas com depressão passou de 8,8% para 11,8%.

Alguns fatores psicológicos que podem contribuir para a depressão incluem estresse crônico, trauma, baixa autoestima, pensamentos negativos e distorcidos e experiências de vida adversas. “Pessoas que passaram por eventos traumáticos, como abuso, luto ou divórcio, também podem estar em maior risco de desenvolver depressão”, afirma o psiquiatra. Já os fatores ambientais que podem desencadear ou piorar a depressão incluem a falta de apoio social, problemas financeiros, desemprego, problemas de relacionamento e estresse no trabalho.

Segundo Masci, a pandemia intensificou a incidência de casos tanto por ser uma doença inflamatória, e que acomete o cérebro, quanto por submeter a população a um estado de tensão constante, o que gera ansiedade nas pessoas. Conforme o médico, as consequências da ansiedade generalizada podem afetar a qualidade de vida de uma pessoas de várias maneiras, incluindo:

  • Dificuldade de concentração: a ansiedade generalizada pode dificultar a concentração em tarefas, trabalho ou estudos, prejudicando o desempenho e produtividade.
  • Problemas de sono: a ansiedade pode levar a problemas de sono, como dificuldade em adormecer, acordar frequentemente durante a noite ou acordar muito cedo pela manhã. O sono inadequado pode piorar a ansiedade, criando um ciclo vicioso.
  • Doenças físicas: a ansiedade generalizada pode estar associada a uma variedade de condições físicas, incluindo dores de cabeça, problemas gastrointestinais, fadiga e tensão muscular.
  • Problemas de relacionamento: as preocupações constantes e a ansiedade generalizada podem afetar negativamente os relacionamentos, tornando mais difícil para a pessoa se relacionar com amigos, familiares e colegas.
  • Isolamento social: a ansiedade generalizada pode fazer com que a pessoa evite situações sociais e interações, levando ao isolamento social e solidão.
  • Problemas emocionais: a ansiedade generalizada pode afetar o humor e as emoções, resultando em sentimentos de tristeza, irritabilidade, desesperança e desamparo.
  • Comportamentos de evitação: a pessoa pode começar a evitar certas situações ou atividades para reduzir o desconforto gerado pela ansiedade, o que pode prejudicar a qualidade de vida e a realização de atividades cotidianas.

Ja as consequências da depressão incluem mudanças no apetite e peso, insônia ou hipersonia, fadiga, diminuição do interesse e prazer, problemas de memória e concentração, sentimentos de tristeza, desesperança e desespero. “Pode causar, ainda, baixa autoestima, problemas de relacionamento, dificuldade em desempenhar atividades diárias e problemas de saúde física”, diz.

Como driblar a ansiedade e depressão?

A prática de exercícios físicos regularmente pode ajudar e até reduzir a ansiedade e o estresse, além de melhorar o humor e aumentar a autoestima. Aprender técnicas de relaxamento, como: meditação, respiração profunda, yoga ou tai chi, também ajudam a melhorar a sensação de bem-estar. Dieta equilibrada, dormir o suficiente e manter conexões sociais são outros pontos importantes. “Limitar a ingestão de álcool e cafeína, encontrar maneiras saudáveis de lidar com o estresse e evitar o uso excessivo de álcool e drogas também são orientações”, diz Masci.

Indícios

Os sinais de alerta de ansiedade e depressão podem variar de pessoa para pessoa, mas entre os sinais comuns que podem indicar que alguém está sofrendo de ansiedade ou depressão, estão: preocupações excessivas e persistentes sobre coisas cotidianas, sensação de nervosismo, inquietude ou tensão constante, sintomas físicos como sudorese, tremor, palpitação, respiração ofegante, tontura ou náusea, dificuldade de concentração, problemas de sono, sintomas físicos frequentes e irritabilidade.

Sentimentos persistentes de tristeza, desesperança e desespero; perda de interesse em atividades que antes traziam prazer; mudanças no apetite e peso; fadiga ou perda de energia constante; sensação de inutilidade, culpa ou autoaversão; irritabilidade ou agitação;
pensamentos recorrentes de morte ou suicídio; dores de cabeça, dores musculares ou outros sintomas físicos também são sinais.

Nestes casos, é importante buscar um psiquiatra, que é o médico especializado em diagnóstico, tratamento e prevenção de transtornos mentais, emocionais e comportamentais. O tratamento acontece com a união de medicamentos adequados, quando for o caso, e de algumas formas de psicoterapia, o que, na maioria das vezes é realizado por psicólogos.

Link da reportagem original
https://www.reporterdiario.com.br/noticia/3235670/casos-de-depressao-crescem-40-no-pais-desde-o-inicio-da-pandemia/

 

Dr Cyro Masci - autor 1
Autor: Dr. Cyro Masci
CREMESP 39126
Psiquiatra RQE CFM 9738
Psiquiatria Integrativa

Casos de depressão crescem 40% no País desde o início da pandemia

Casos de depressão crescem 40% no País desde o início da pandemia

Casos de depressão crescem 40% no País desde o início da pandemia
Entrevista do Dr. Cyro Masci ao Repórter Diário

O número de pessoas diagnosticadas com depressão no Brasil cresceu cerca de 40% desde que pandemia da covid-19 começou, em 2019. Dados do Inquérito Telefônico de Fatores de Risco para Doenças Crônicas não Transmissíveis em Tempos de Pandemia (Covitel) apontam que os diagnósticos saltaram de 9,6% no período de pré crise sanitária, para 13,5% no primeiro trimestre deste ano.

Somente em 2021, foram realizados 15.961 atendimentos médicos com diagnósticos de ansiedade e depressão entre São Caetano, Santo André e Diadema. No ano passado, o total foi de 19.757 entre os três municípios. São Bernardo e Mauá não informaram o número de diagnósticos, mas juntas, atenderam 257.520 pacientes na área da saúde mental em 2021 e outras 308.423 no ano passado, alta de 19,7% nos atendimentos. Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra não responderam.

O psiquiatra Cyro Masci explica que as causas são múltiplas, já que a depressão é uma condição mental complexa e multifatorial. “Pode-se afirmar que ela é causada por uma combinação de fatores biológicos, psicológicos e até ambientais”, analisa. Algumas das principais causas biológicas da depressão incluem desequilíbrios químicos no cérebro, como a diminuição da produção de serotonina, um neurotransmissor que ajuda a regular o humor. “Também pode haver um componente genético na depressão, com a condição tendo uma tendência a ocorrer em famílias”, explica.

A prevalência da depressão, segundo a pesquisa, é maior em mulheres, sendo 18,8% no ano passado e 14,5% antes da pandemia. Entre as pessoas brancas, 16,5% foram diagnosticadas com transtorno, número que era de 11% antes da crise sanitária. Já entre a população negra, o percentual de pessoas diagnosticadas com depressão passou de 8,8% para 11,8%.

Alguns fatores psicológicos que podem contribuir para a depressão incluem estresse crônico, trauma, baixa autoestima, pensamentos negativos e distorcidos e experiências de vida adversas. “Pessoas que passaram por eventos traumáticos, como abuso, luto ou divórcio, também podem estar em maior risco de desenvolver depressão”, afirma o psiquiatra. Já os fatores ambientais que podem desencadear ou piorar a depressão incluem a falta de apoio social, problemas financeiros, desemprego, problemas de relacionamento e estresse no trabalho.

Segundo Masci, a pandemia intensificou a incidência de casos tanto por ser uma doença inflamatória, e que acomete o cérebro, quanto por submeter a população a um estado de tensão constante, o que gera ansiedade nas pessoas. Conforme o médico, as consequências da ansiedade generalizada podem afetar a qualidade de vida de uma pessoas de várias maneiras, incluindo:

  • Dificuldade de concentração: a ansiedade generalizada pode dificultar a concentração em tarefas, trabalho ou estudos, prejudicando o desempenho e produtividade.
  • Problemas de sono: a ansiedade pode levar a problemas de sono, como dificuldade em adormecer, acordar frequentemente durante a noite ou acordar muito cedo pela manhã. O sono inadequado pode piorar a ansiedade, criando um ciclo vicioso.
  • Doenças físicas: a ansiedade generalizada pode estar associada a uma variedade de condições físicas, incluindo dores de cabeça, problemas gastrointestinais, fadiga e tensão muscular.
  • Problemas de relacionamento: as preocupações constantes e a ansiedade generalizada podem afetar negativamente os relacionamentos, tornando mais difícil para a pessoa se relacionar com amigos, familiares e colegas.
  • Isolamento social: a ansiedade generalizada pode fazer com que a pessoa evite situações sociais e interações, levando ao isolamento social e solidão.
  • Problemas emocionais: a ansiedade generalizada pode afetar o humor e as emoções, resultando em sentimentos de tristeza, irritabilidade, desesperança e desamparo.
  • Comportamentos de evitação: a pessoa pode começar a evitar certas situações ou atividades para reduzir o desconforto gerado pela ansiedade, o que pode prejudicar a qualidade de vida e a realização de atividades cotidianas.

Ja as consequências da depressão incluem mudanças no apetite e peso, insônia ou hipersonia, fadiga, diminuição do interesse e prazer, problemas de memória e concentração, sentimentos de tristeza, desesperança e desespero. “Pode causar, ainda, baixa autoestima, problemas de relacionamento, dificuldade em desempenhar atividades diárias e problemas de saúde física”, diz.

Como driblar a ansiedade e depressão?

A prática de exercícios físicos regularmente pode ajudar e até reduzir a ansiedade e o estresse, além de melhorar o humor e aumentar a autoestima. Aprender técnicas de relaxamento, como: meditação, respiração profunda, yoga ou tai chi, também ajudam a melhorar a sensação de bem-estar. Dieta equilibrada, dormir o suficiente e manter conexões sociais são outros pontos importantes. “Limitar a ingestão de álcool e cafeína, encontrar maneiras saudáveis de lidar com o estresse e evitar o uso excessivo de álcool e drogas também são orientações”, diz Masci.

Indícios

Os sinais de alerta de ansiedade e depressão podem variar de pessoa para pessoa, mas entre os sinais comuns que podem indicar que alguém está sofrendo de ansiedade ou depressão, estão: preocupações excessivas e persistentes sobre coisas cotidianas, sensação de nervosismo, inquietude ou tensão constante, sintomas físicos como sudorese, tremor, palpitação, respiração ofegante, tontura ou náusea, dificuldade de concentração, problemas de sono, sintomas físicos frequentes e irritabilidade.

Sentimentos persistentes de tristeza, desesperança e desespero; perda de interesse em atividades que antes traziam prazer; mudanças no apetite e peso; fadiga ou perda de energia constante; sensação de inutilidade, culpa ou autoaversão; irritabilidade ou agitação;
pensamentos recorrentes de morte ou suicídio; dores de cabeça, dores musculares ou outros sintomas físicos também são sinais.

Nestes casos, é importante buscar um psiquiatra, que é o médico especializado em diagnóstico, tratamento e prevenção de transtornos mentais, emocionais e comportamentais. O tratamento acontece com a união de medicamentos adequados, quando for o caso, e de algumas formas de psicoterapia, o que, na maioria das vezes é realizado por psicólogos.

Link da reportagem original
https://www.reporterdiario.com.br/noticia/3235670/casos-de-depressao-crescem-40-no-pais-desde-o-inicio-da-pandemia/

 

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Autor: Dr. Cyro Masci
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