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Conheça os 8 principais estímulos para a Síndrome do Pânico:

Conheça os 8 principais estímulos para a Síndrome do Pânico

Conheça os 8 principais estímulos para a Síndrome do Pânico

Muito tempo sem comer, ou seja, em jejum prolongado

O primeiro efeito desse estímulo prejudicial é a baixa de glicose no sangue, o que acontece sempre que se fica muito tempo sem se alimentar. O nosso cérebro não possui reserva de energia, de caloria ou de oxigênio. A reserva é zero, é nula. Se o corpo, por algum motivo, impedir a chegada de glicose e de oxigênio ao cérebro durante 1 ou 2 minutos, ele começa a morrer, literalmente.

Quando você fica muito tempo sem comer, sem ingerir calorias, seu organismo dá um jeito de tirar essa energia da gordura e dos músculos. Mas esse é um processo que fornece energia em velocidade mais lenta que a ingestão de alimentos. E o sistema de alarme, desregulado, pode interpretar essa falta de alimento como alguma coisa muito perigosa. Na verdade, qualquer pessoa normal que fique muito tempo sem se alimentar sentirá uma emoção no cérebro: a irritabilidade.

Conclusão: para quem sofre de Síndrome do Pânico, a menos que haja recomendação médica contrária, sugiro nunca ficar mais que 3 horas sem se alimentar.

Maus hábitos de sono

Uma segunda questão que pode e deve ser administrada é a rotina de sono. Dormir não é uma atividade passiva, em que não acontece nada. Passamos quase um terço da vida dormindo porque é durante o sono que vários mecanismos de restauração do corpo, e especialmente do cérebro, acontecem. Se você impedir ou dificultar seu organismo de se restaurar durante o sono, isso vai ser uma grande sobrecarga ao sistema de alarme desregulado.

quantidade e a qualidade de sono que cada indivíduo deve ter variam de pessoa para pessoa. Considere que uma criança pequena passa a maior parte de seu tempo dormindo. Um idoso passa a maior parte de seu tempo acordado. Entre essas duas extremidades, cada um tem uma necessidade específica, não sendo de exatamente 8 horas, como se diz comumente.

O melhor meio de se saber o número de horas de sono necessárias é verificar o estado geral ao acordar. A pessoa não deve se sentir irritada ou cansada logo pela manhã.

Estimulantes e excitantes

O principal estimulante químico que pode desencadear o alarme é a cafeína. E a cafeína não está presente apenas no café. Ela está presente em chás e refrigerantes, especialmente nos de cola, que devem ser evitados. Não se trata de suspender totalmente, mas sim de aumentar o intervalo de ingestão entre essas doses, para que organismo tenha uma chance de se recuperar, de eliminar a cafeína. É importante que ela seja de baixa quantidade e que a ingestão ocorra antes das 16h ou 17h. Um fitoterápico vendido livremente, a ioimbina, e que promete ser estimulante sexual, pode levar a uma excitação do sistema nervoso, facilitando as crises. Alguns pesquisadores não a recomendam a quem sofre com a SP.

Más notícias

Existem dois grandes tipos de estímulos que podem facilitar o agravamento da Síndrome do Pânico. O primeiro deles se chama notícia, jornal, revista, televisão e cinema. Faz parte da rotina desses meios gerar apreensão: “o mundo vai acabar nos próximos 5 minutos”. É desencadeando os sistemas de alarme do público que os veículos de imprensa conseguem criar uma sensação catastrófica e prender a atenção.

Temos que diferenciar, entre essas informações, se elas são relevantes para a vida ou se são simplesmente curiosidade mórbida. Se você não pode fazer nada a respeito, isso só gerará um estímulo de alarme, que é desnecessário, e uma sensação de impotência, porque não há o que fazer.

Ainda que você precise se manter informado, restrinja o aporte de informações negativas, sejam relacionadas à economia ou ao meio ambiente. Privilegie o que é realmente necessário e retire qualquer tipo de estímulo insalubre, para que você não estimule desnecessariamente o seu sistema de alarme. Nosso cérebro é naturalmente propenso a prestar atenção a sinais de perigo. E isso também é emulado pelo que você consome como informação.

Justiça seja feita, não são apenas os noticiários e os filmes que sequestram a atenção. Inclusive nossos amigos e entes queridos podem tecer comentários que nos desestabilizem. É comum ouvir algo assim: “Você viu tal coisa? Você viu o que aconteceu?”, e lá vem uma catástrofe, uma notícia ruim, um acontecimento alarmante.

A recomendação é esta: Selecione criteriosamente aquilo que “entrará em sua cabeça”, fazendo, na verdade, um jejum de catástrofes. Isso também se aplica a filmes com violência gratuita. Fuja deles.

Um trabalho científico que se tornou clássico demonstrou que pessoas com doença crônica melhoram ao assistir filmes bem-humorados, o que pode ser uma comédia ou um desenho animado. Rir anula a sensação de perigo. Procure assistir esse tipo de filme ou conteúdo.

Má organização do tempo

Um estímulo que pode se tornar um alarme a perigos é o mau uso do tempo. Muita gente simplesmente não anota o que tem que fazer durante o dia e fica pensando assim o dia inteiro: “Opa, preciso fazer isso! Puxa vida, esqueci de fazer aquilo! Ai, não posso esquecer de ligar para fulano”.

A necessidade de lembrar-se de todos os compromissos provoca sustos, um estado de antecipação e preocupação que também é absolutamente desnecessário. Você deve evitar usar a memória nesses pequenos sustos durante o dia. Qual é o método mais simples de fazê-lo? Use uma cadernetinha ou um bloco de notas no celular em que você, pela manhã ou à noite, escreva tudo que tem de fazer e, depois, assinale o que já concluiu. Não tente memorizar essas tarefas, use sua memória para fins mais nobres.

Separe o que é importante daquilo que é urgente. Urgente é comprar o açúcar, porque acabou na minha cozinha, mas isso não é tão importante. Importantes são suas metas de curto, médio e longo prazo.

Desafios em excesso

Transformar dificuldades em desafios é uma capacidade humana. Quem sofre de pânico, lembre-se, está com o sistema de alarme comprometido, por isso, deve evitar sobrecarga, porque terá grande dificuldade em justamente usar o mecanismo que transforma adversidades em desafios.

Todo mundo é capaz de comer um boi inteirinho, desde que o corte em pedaços mais digeríveis que sejam distribuídos no tempo. Quem sofre de transtorno de pânico deve fragmentar as demandas em pedaços quase microscópicos, muito, muito, muito pequenos, para que o excesso não estimule o sistema de alarme. O princípio é sempre o mesmo.

A pergunta que você pode e deve se fazer sempre diante de uma situação qualquer é: “qual é o pequeno passo que eu posso dar hoje para iniciar a resolução desse problema?”. Não é: “como é que eu vou resolver esse problema? “. É uma postura muito diferente.

A recomendação aqui é interromper a tendência de querer realizar muito em pouco tempo e passar a realizar mais com pequenas mudanças. Um passo de cada vez, enfrentando os problemas em passos menores, para que não estimulem o alarme do cérebro.

“Quem sofre de transtorno de pânico deve fragmentar as demandas em pedaços muito pequenos, para que o excesso não estimule o sistema de alarme.”

Mau diálogo interno

Todos nós falamos conosco o tempo todo. E quando você usa um tom mais áspero, ainda que ‘dentro da sua cabeça’, um tom de censura, ou um tom de urgência com você mesmo, está estimulando desnecessariamente o seu sistema de alarme. Aprenda a tratar-se com suavidade, tranquilidade e carinho.

Se você tiver dúvida se está fazendo da forma correta, pergunte a você mesmo: “Será que eu falaria assim com um amigo meu em dificuldade? Será que isso iria estimular uma pessoa que estivesse com medo ao meu lado? Será que falando desse jeito, nesse tom de voz interna, com esse tipo de palavras, eu estaria ajudando essa pessoa ou piorando ainda mais o que está acontecendo?”.

O segredo é aprender a ser seu melhor amigo, a conversar com compreensão, a falar em um tom de voz suave. Aprenda a se apoiar em você mesmo, mas usando esse grande instrumento que se chama delicadeza. Há um ditado popular que diz que os anjos voam, porque se tratam com leveza. Treine até aprender a agir assim.

Respiração errada

A maioria de nós simplesmente não aprendeu a respirar de modo proposital e saudável. Muitos portadores da Síndrome do Pânico apresentam um problema adicional: os receptores de oxigênio que ficam na artéria carótida, que indicam se está faltando ar e ajudam a controlar o ritmo da respiração, ficam desregulados.

Um modo de contornar esse desalinho é respirar periodicamente, digamos a cada 60 ou 90 minutos, de modo controlado, e realizar essa mesma respiração controlada durante as crises.

Existem muitos métodos de respiração, um dos mais fáceis é inspirar o ar pelo nariz, por uns dois segundos, segurá-lo por um segundo, e soltá-lo pelo nariz ou pela boca entreaberta em quatro segundos. O fundamental aqui é que a saída do ar seja mais lenta do que a entrada, e que a inspiração seja sempre feita pelo nariz, nunca pela boca.

Principalmente no início dessa prática, vale concentrar-se somente na saída do ar, procurando fazer com que seja lenta, mais lenta que a inspiração.

Essa técnica é muito útil no momento da crise. No entanto, da mesma forma que ninguém aprende a nadar quando está se afogando, deve-se praticar fora das situações de crise. Faça isso! A cada 60 ou 90 minutos, pratique cerca de 3 respirações controladas. Isso surtirá bons efeitos.

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