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Intestino equivale a segundo cérebro

Intestino equivale a segundo cérebro

O médico psiquiatra Cyro Masci realça a importância de pesquisas que apontam a influência da microbiota intestinal nas emoções e no comportamento

Intestino equivale a segundo cérebro

A Pesquisa Nacional Chinesa sobre Sintomatologia da Depressão, realizada com 3.256 pacientes locais que sofrem de transtorno depressivo, revelou que mais de 70% dos participantes apresentaram sintomas gastrointestinais. Além disso, foi possível encontrar relação entre a gravidade dos problemas do trato gástrico e intestinal e nível de depressão.

Segundo o médico psiquiatra Cyro Masci, “a microbiota intestinal, nome técnico para os micróbios que habitam nosso intestino, pode exercer grande influência no cérebro e, assim, modular emoções e comportamentos”. De acordo com o especialista, essa é mais uma pesquisa que mostra a importância da conexão entre intestino e cérebro na psiquiatria.

Barreira de defesa

Masci exemplifica o modo como os micróbios intestinais afetam o comportamento por uma linha de pesquisas já realizadas. Segundo o psiquiatra, essas pesquisas foram facilitadas ao se estudar camundongos criados livres de germes, que depois receberam micróbios de outro sistema gastrointestinal – em geral de indivíduos que sofrem de algumas doenças. “Por exemplo, camundongos não ansiosos, que receberam germes intestinais de ratos que tinham traços de ansiedade, passaram a exibir comportamento ansioso”, diz o médico.

E as mudanças não são apenas no comportamento. “Camundongos criados livres de germes no intestino e que receberam micróbios de pessoas com doença de Parkinson, passaram a apresentar alguns dos sintomas motores típicos dessa enfermidade”, acrescenta Cyro Masci.

Para o médico, o modo como as várias mudanças na biota intestinal afetam o cérebro e o comportamento humano ainda é objeto de estudos, mas existem algumas possíveis explicações. “Talvez substâncias químicas que esses micróbios liberam tenham a capacidade de atravessar a barreira de defesa do cérebro e modificar o modo de funcionamento das células nervosas”, afirmou.

Além disso, provavelmente, a ação química não é a única responsável por essas alterações. Segundo Masci, “os micróbios intestinais conseguem modificar a atividade da inervação do sistema gastrointestinal e, desse modo, levar informações por via elétrica ao cérebro”.

Por fim, Cyro Masci conclui que, nos últimos anos, foram realizados vários progressos no conhecimento de como a biota intestinal afeta o comportamento, mas ainda são necessários mais estudos. “Muitas pesquisas foram realizadas, e os resultados são animadores, sendo até provável que, no futuro, existam terapias baseadas na mudança da biota intestinal.

Enquanto essas formas exclusivas de tratamento não estão disponíveis, é possível investigar e alterar o estado da biota de pacientes com alterações de comportamento, incluindo mudanças alimentares que facilitem o crescimento de micróbios saudáveis”, finaliza.

Texto mencionado em:

O Globo https://glo.bo/3a6E5lx

Agência Estado https://bit.ly/3dXeBIv

Portal Terra https://bit.ly/327Qwt5

Mundo do Marketing https://bit.ly/3g8AZRU

Comunique-se https://bit.ly/3a1H6DK

A Pesquisa Nacional Chinesa sobre Sintomatologia da Depressão, realizada com 3.256 pacientes locais que sofrem de transtorno depressivo, revelou que mais de 70% dos participantes apresentaram sintomas gastrointestinais. Além disso, foi possível encontrar relação entre a gravidade dos problemas do trato gástrico e intestinal e nível de depressão.

Segundo o médico psiquiatra Cyro Masci, “a microbiota intestinal, nome técnico para os micróbios que habitam nosso intestino, pode exercer grande influência no cérebro e, assim, modular emoções e comportamentos”. De acordo com o especialista, essa é mais uma pesquisa que mostra a importância da conexão entre intestino e cérebro na psiquiatria.

Barreira de defesa

Masci exemplifica o modo como os micróbios intestinais afetam o comportamento por uma linha de pesquisas já realizadas. Segundo o psiquiatra, essas pesquisas foram facilitadas ao se estudar camundongos criados livres de germes, que depois receberam micróbios de outro sistema gastrointestinal – em geral de indivíduos que sofrem de algumas doenças. “Por exemplo, camundongos não ansiosos, que receberam germes intestinais de ratos que tinham traços de ansiedade, passaram a exibir comportamento ansioso”, diz o médico.

E as mudanças não são apenas no comportamento. “Camundongos criados livres de germes no intestino e que receberam micróbios de pessoas com doença de Parkinson, passaram a apresentar alguns dos sintomas motores típicos dessa enfermidade”, acrescenta Cyro Masci.

Para o médico, o modo como as várias mudanças na biota intestinal afetam o cérebro e o comportamento humano ainda é objeto de estudos, mas existem algumas possíveis explicações. “Talvez substâncias químicas que esses micróbios liberam tenham a capacidade de atravessar a barreira de defesa do cérebro e modificar o modo de funcionamento das células nervosas”, afirmou.

Além disso, provavelmente, a ação química não é a única responsável por essas alterações. Segundo Masci, “os micróbios intestinais conseguem modificar a atividade da inervação do sistema gastrointestinal e, desse modo, levar informações por via elétrica ao cérebro”.

Por fim, Cyro Masci conclui que, nos últimos anos, foram realizados vários progressos no conhecimento de como a biota intestinal afeta o comportamento, mas ainda são necessários mais estudos. “Muitas pesquisas foram realizadas, e os resultados são animadores, sendo até provável que, no futuro, existam terapias baseadas na mudança da biota intestinal.

Enquanto essas formas exclusivas de tratamento não estão disponíveis, é possível investigar e alterar o estado da biota de pacientes com alterações de comportamento, incluindo mudanças alimentares que facilitem o crescimento de micróbios saudáveis”, finaliza.

Texto mencionado em:

O Globo https://glo.bo/3a6E5lx

Agência Estado https://bit.ly/3dXeBIv

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