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O que é Síndrome do Pânico?

O que é Síndrome do Pânico?

O que é Síndrome do Pânico?

Existem muitas teorias sobre a origem do Transtorno de Pânico ou Síndrome do Pânico (SP). Uma que parece mais promissora e prática é a que diz que o transtorno decorre de uma mudança no Sistema de Respostas a Ameaças do cérebro, um alarme para situações perigosas. Compreender como funciona esse alarme é fundamental para entendermos a Síndrome do Pânico.

Todos nós possuímos sistemas de ajuste ao que acontece ao nosso redor. Por exemplo, se a temperatura do meio ambiente cai, vários sensores percebem a queda na temperatura, informam ao cérebro e geram a sensação de frio. Se a temperatura aumenta, o cérebro é avisado e gera a sensação de calor.

O objetivo é tornar a pessoa consciente do que está acontecendo, para que adote medidas adequadas: no frio, se agasalhar; no calor, procurar áreas com sombra.

Ou então uma situação corriqueira:

Você dá um tropicão numa pedra. O organismo detecta o acidente e a lesão no dedão do pé. Você perceberá e sentirá dor. A vantagem da dor é que ela nos leva a evitar aquilo que a causou, fazendo-nos olhar para o chão e prestar mais atenção às pedras. Esses são exemplos de sistemas de ajuste do organismo.

Existe um sistema de ajuste específico para ameaças, localizado no cérebro, que percebe e avisa se existem perigos. Ele é denominado Sistema de Resposta a Ameaças (SRA). Ele é um alarme contra perigos que pode nos auxiliar ou atrapalhar

Exemplos de como o Sistema de Resposta a Ameaças (SRA) funciona

Se você estiver andando por uma rua escura e perceber um vulto desconhecido, o SRA disparará para que você adote medidas defensivas, como acelerar o passo ou procurar um lugar com mais pessoas. Essa reação de emergência é comum a todos, é automática e muito rápida.

Outro exemplo:

Se alguém estiver atravessando a rua e ouvir um ruído de carro em alta velocidade, não pensará muito, provavelmente tentará sair correndo daquela situação. O sistema salva a vida!

Quando o alarme a ameaças entra em ação, nosso cérebro recebe a informação e uma sensação é formada. Essa sensação, tecnicamente chamada de percepção subjetiva, pode assumir muitas formas, como medo, susto, preocupação ou ansiedade. Quando essa reação é muito forte, o que sentimos assume a forma de pânico.

O que as neurociências esclarecem com muitas pesquisas já consagradas é, quando ocorre a SP, a região do cérebro chamada sistema límbico, e mais especificamente a amídala cerebral, está desregulada e emite sinais falsos de perigo.

Em resumo:
A reação de pânico é o que sentimos e percebemos quando nosso Sistema de Resposta a Ameaças está funcionando em seu modo máximo.

Como isso acontece?
Imagine um carro que possui alarme contra ladrões. Esse alarme é a amídala cerebral, ele existe para proteger o veículo, mas pode desregular. Quando está desregulado, reage aos estímulos com imprecisão, inclusive a um passarinho que pousou no teto. Ou então toca “do nada”, sem motivo, e gera a informação errada de que há um grande perigo acontecendo.

Em geral, o alarme deixa de funcionar normalmente por excesso de estímulos, como no caso de quem vive muitas situações traumáticas ou estressantes na infância.

A título de exemplo, imaginemos uma criança que teve um dos pais com doença psiquiátrica grave ou alcoólatra. Ela nunca sabia exatamente o que esperar das próximas horas. Consequentemente, seu alarme a perigos foi bombardeado com tal expectativa.

A genética também contribui, mas até o momento a ciência não sabe exatamente qual gene está alterado.

Características e sintomas da Síndrome do Pânico

A Síndrome do Pânico afeta aproximadamente 2% a 4 % da população mundial e tem um pico entre os 20 e 24 anos. Normalmente, acomete pessoas acima dos 14 anos e é bastante rara na terceira idade.

Cada crise de pânico atinge seu máximo rapidamente, em 2 ou 3 minutos, e dura entre 10 e 30 minutos. A maioria das crises dura, no máximo, entre 15 e 20 minutos, não mais que isso. 4 em cada 10 pessoas que sofrem do problema podem ter essa crise durante o sono, o que também é muito assustador.

A primeira parte do diagnóstico consiste em descartar doenças com potencial de provocar crises de pânico eventuais. Existem doenças hormonais, problemas no metabolismo da glicose — como a hipoglicemia —, no coração, no pulmão, além do uso de substâncias químicas, que podem desencadear ou favorecer o aparecimento da Síndrome do Pânico.

Essas doenças não são de investigação complicada e, uma vez descartadas, é preciso parar com a busca incessante de explicações para doenças e começar um tratamento efetivo para a Síndrome do Pânico. É hora de compreender que existe um transtorno psiquiátrico e a pessoa deve receber tratamento adequado, procurando um médico psiquiatra.

Cerca de 90% das pessoas que sofrem do Transtorno de Pânico/Síndrome do Pânico acreditam que têm uma doença física, que não é séria. E, a partir dessa ideia, começam o que pode ser chamado de “shopping de especialista”: uma busca interminável de opiniões de especialistas após especialistas, procurando uma doença que não é a que elas têm de verdade.

Muitos pacientes atrasam o início do tratamento em busca de alguma doença que justifique os sintomas. É comum ficar procurando na Internet explicações para pequenos sinais. A Internet é fantástica para fornecer informações, mas essas informações são tão genéricas que qualquer pessoa pode se identificar com o que está lendo e achar que tem um problema que, na verdade, pode nem existir.

Como é feito o diagnóstico da Síndrome do Pânico?

Todo médico é habilitado para diagnosticar e tratar de todas as doenças. A princípio, qualquer médico que se sinta em condições de fazer o diagnóstico e instituir o tratamento pode atuar. Mas o ideal é que o tratamento seja realizado por um psiquiatra, que é o especialista em transtornos emocionais.

O psiquiatra pode descartar as causas principais de desencadeamento ou de favorecimento da Síndrome do Pânico. Ele também vai conduzir ou orientar a investigação de outras doenças que possam estar criando uma eventual crise. Além disso, investigará de maneira positiva e ativa os sintomas da síndrome.

O diagnóstico da Síndrome do Pânico não é apenas o resultado da exclusão de doenças que possam gerar crises. O médico psiquiatra buscará de modo ativo os sinais e sintomas que confirmam a presença desse transtorno, esclarecendo o diagnóstico e propondo alternativas de tratamento.

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