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Otimismo realista tem impacto positivo na saúde

Possuir otimismo realista pode contribuir para a melhoria na saúde. Assim, destaco algumas ferramentas úteis para manter o otimismo em situações de dificuldade, como a que muitas pessoas estão enfrentando.

Otimismo realista

Um estudo realizado em 2009 pela Universidade de Pittsburgh, nos Estados Unidos, com 100 mil mulheres, que foram acompanhadas durante oito anos, indicou que o otimismo faz bem à saúde. A conclusão foi que as participantes com expectativas mais positivas para o futuro apresentaram risco 9% menor de desenvolver doenças cardíacas, assim como 14% menos probabilidade de vir a óbito por alguma outra causa.

Na mesma época, os homens foram objetos de outro estudo na Holanda, e dos 545 participantes da pesquisa, os mais otimistas tiveram redução de até 50% nas mortes por doenças do coração em comparação com aqueles que não traziam um olhar tão generoso para o futuro.

Em artigo publicado no JAMA, Journal of the American Medical Association, em 2019, foram analisados 15 estudos que envolveram mais de 200 mil pessoas, sendo constatado que o otimismo está associado a um menor risco de doenças do coração, em contraste com a atitude pessimista, que foi associada a um maior risco de eventos cardiovasculares. Os autores concluíram que “a promoção do otimismo e a redução do pessimismo podem ser importantes para a saúde preventiva”.

Estes indicadores positivos devem-se em grande parte a algumas alterações bioquímicas no organismo. O otimismo libera substâncias químicas, como a serotonina ou a dopamina, além de dificultar a liberação exagerada do hormônio cortisol. Desse modo, o organismo se protege dos danos consequentes que um estado de alerta constante provoca.

Olhar positivo para enfrentar momentos difíceis

A confiança no futuro, unida ao otimismo, pode fazer bem à saúde. Como tudo na vida, porém, o excesso pode ser prejudicial. Se uma pessoa só espera coisas boas da vida, pode não adotar medidas importantes para se preparar diante das adversidades que o dia a dia traz, além de dificultar o enfrentamento de situações de crise.

O ideal é que exista um equilíbrio saudável entre o extremo do otimismo cego, que se nega a ver as ameaças e perigos, e o pessimista radical, que tem uma visão de mundo comprometida pelos aspectos negativos da vida. Não permanecer em um extremo nem no outro é um estado que gosto de denominar como ‘otimismo realista’.

O modo como cada pessoa interpreta os fatos da vida é decisivo para adotar uma visão otimista ou pessimista. Todos nós atribuímos motivos e encontramos explicações para tudo que acontece na vida. E, como todo fenômeno mental, essa interpretação dos fatos está sujeita a vieses cognitivos, alterações e vícios do pensamento.

Um destes erros de explicação refere-se ao tempo de duração de um acontecimento. O pessimista radical acredita que uma situação ruim é permanente. Já o otimista, consegue pensar em termos de um estado provisório, um acontecimento passageiro em que, ou a situação vai mudar, ou ele mesmo irá mudar e dar conta do novo estado. Além disso, a amplitude das desventuras pode acentuar momentos de crise, assim como reforçar padrões de pensamento.

Muitas pessoas, através de auto-observação ou psicoterapia, conseguem modificar esses padrões. Mas nem sempre esses comportamentos podem ser modificados por aprendizado e treinamento. Quando essa mudança não ocorre com facilidade, é importante pesquisar se não existe alterações na química do cérebro como, por exemplo, o do transtorno psiquiátrico chamado ‘distimia’, uma espécie de depressão mais branda, mas de maior duração, que pode causar mau humor, irritabilidade e pessimismo persistentes.

Essa situação não é consequência dos diálogos e explicações internas, mas sim causada por alterações na bioquímica do cérebro. Nessa hipótese, o especialista médico preferencial a ser procurado é o psiquiatra, que poderá esclarecer a origem e o melhor tratamento para a pessoa acometida.

Um estudo realizado em 2009 pela Universidade de Pittsburgh, nos Estados Unidos, com 100 mil mulheres, que foram acompanhadas durante oito anos, indicou que o otimismo faz bem à saúde. A conclusão foi que as participantes com expectativas mais positivas para o futuro apresentaram risco 9% menor de desenvolver doenças cardíacas, assim como 14% menos probabilidade de vir a óbito por alguma outra causa.

Na mesma época, os homens foram objetos de outro estudo na Holanda, e dos 545 participantes da pesquisa, os mais otimistas tiveram redução de até 50% nas mortes por doenças do coração em comparação com aqueles que não traziam um olhar tão generoso para o futuro.

Em artigo publicado no JAMA, Journal of the American Medical Association, em 2019, foram analisados 15 estudos que envolveram mais de 200 mil pessoas, sendo constatado que o otimismo está associado a um menor risco de doenças do coração, em contraste com a atitude pessimista, que foi associada a um maior risco de eventos cardiovasculares. Os autores concluíram que “a promoção do otimismo e a redução do pessimismo podem ser importantes para a saúde preventiva”.

Estes indicadores positivos devem-se em grande parte a algumas alterações bioquímicas no organismo. O otimismo libera substâncias químicas, como a serotonina ou a dopamina, além de dificultar a liberação exagerada do hormônio cortisol. Desse modo, o organismo se protege dos danos consequentes que um estado de alerta constante provoca.

Olhar positivo para enfrentar momentos difíceis

A confiança no futuro, unida ao otimismo, pode fazer bem à saúde. Como tudo na vida, porém, o excesso pode ser prejudicial. Se uma pessoa só espera coisas boas da vida, pode não adotar medidas importantes para se preparar diante das adversidades que o dia a dia traz, além de dificultar o enfrentamento de situações de crise.

O ideal é que exista um equilíbrio saudável entre o extremo do otimismo cego, que se nega a ver as ameaças e perigos, e o pessimista radical, que tem uma visão de mundo comprometida pelos aspectos negativos da vida. Não permanecer em um extremo nem no outro é um estado que gosto de denominar como ‘otimismo realista’.

O modo como cada pessoa interpreta os fatos da vida é decisivo para adotar uma visão otimista ou pessimista. Todos nós atribuímos motivos e encontramos explicações para tudo que acontece na vida. E, como todo fenômeno mental, essa interpretação dos fatos está sujeita a vieses cognitivos, alterações e vícios do pensamento.

Um destes erros de explicação refere-se ao tempo de duração de um acontecimento. O pessimista radical acredita que uma situação ruim é permanente. Já o otimista, consegue pensar em termos de um estado provisório, um acontecimento passageiro em que, ou a situação vai mudar, ou ele mesmo irá mudar e dar conta do novo estado. Além disso, a amplitude das desventuras pode acentuar momentos de crise, assim como reforçar padrões de pensamento.

Muitas pessoas, através de auto-observação ou psicoterapia, conseguem modificar esses padrões. Mas nem sempre esses comportamentos podem ser modificados por aprendizado e treinamento. Quando essa mudança não ocorre com facilidade, é importante pesquisar se não existe alterações na química do cérebro como, por exemplo, o do transtorno psiquiátrico chamado ‘distimia’, uma espécie de depressão mais branda, mas de maior duração, que pode causar mau humor, irritabilidade e pessimismo persistentes.

Essa situação não é consequência dos diálogos e explicações internas, mas sim causada por alterações na bioquímica do cérebro. Nessa hipótese, o especialista médico preferencial a ser procurado é o psiquiatra, que poderá esclarecer a origem e o melhor tratamento para a pessoa acometida.

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1998 – 2021 © Dr. Cyro Masci (CREMESP: 39126 | RQE CFM: 9738) • Médico Psiquiatra • Abordagem Integrativa

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