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Psiquiatria Integrativa oferece modelo de atenção personalizada

Psiquiatria Integrativa oferece modelo de atenção personalizada

Para o médico psiquiatra Cyro Masci, a abordagem integrativa concilia o tratamento convencional com outras formas de tratamento, desde que existam evidências científicas para aplicação

Psiquiatria Integrativa oferece modelo de atenção personalizada

As abordagens médicas integrativas são um recurso de saúde que vem ganhando atenção no mundo todo. As terapias integrativas passaram a ser reconhecidas como tratamento eficaz desde 2006, através da OMS, Organização Mundial da Saúde. Dados disponibilizados pela agência mostram que, dos 179 países membros, 98 já desenvolvem políticas nacionais e 109 lançaram regulamentação específica sobre esse tipo de abordagem.

Para o médico psiquiatra Cyro Masci, que atua com essa forma de tratamento, a denominação ‘integrativa’ é uma evolução de outras abordagens. Para o médico, “muitas terapias não convencionais eram denominadas ‘alternativas’, o que indicava uma escolha entre elas. Com o tempo, passaram a ser chamadas de ‘complementares’, o que sugere relação de superioridade ou preferência. A tendência atual é denominar de ‘medicina integrativa’, já que o objetivo, como o nome sugere, é integrar, agregar forças entre a abordagem convencional, e várias práticas não convencionais, desde que exista segurança e evidências científicas para seu uso”, esclarece.

O especialista explica que um diferencial da abordagem integrativa é o modelo centrado no paciente. “Um dos objetivos é realizar uma avaliação detalhada e individualizada, incluindo fatores socioculturais, estado de nutrição, enfoque preventivo e uma visão psicossomática das enfermidades”.

Abaixo, Masci destaca alguns aspectos que, em sua visão, diferenciam essa abordagem:

Modalidades de tratamento integradas

Segundo Cyro Masci, “essa é a própria origem da expressão ‘medicina integrativa’ e também a ‘psiquiatria integrativa’. É buscar o melhor das técnicas de diagnóstico e terapias convencionais e combinar com estratégias alternativas, desde que ofereçam segurança e evidências científicas. Essas formas de tratamento podem utilizar fitoterapia, medicamentos homeopatizados, nutrientes ou várias técnicas corporais, para dar alguns exemplos”.

Bem-estar pode se contrapor com outros sintomas

Cyro explica que a meta final da abordagem integrativa não deveria ser apenas a ausência de enfermidade, mas também buscar o bem-estar mental. “Não é suficiente, por exemplo, ‘não se sentir deprimido’ ou ‘não padecer de ansiedade’, embora essas sejam metas muito desejáveis e imprescindíveis. É possível e desejável buscar o bem estar pleno, a felicidade, a realização e a alegria na vida cotidiana”, diz.

Além disso, segundo Masci, “o ideal é abordar não apenas os sintomas, mas tentar compreender sua origem, além do contexto em que se manifestam. Pergunta-se, por exemplo, por que surgiu essa ansiedade ou depressão? Houve influência da genética? Quais hábitos de vida, alimentação ou experiências de vida tem importância no desenvolvimento do transtorno emocional? Esses são alguns dos fatores que devem ser compreendidos e tratados.”

Masci explica que a individualização do tratamento é sempre desejável, já que “nem todas as mentes ou corpos funcionam da mesma forma, todos nós temos diferenças que nos tornam únicos, e assim as diversas formas de tratamento podem ecoar essas diferenças. Sempre que possível, as preferências e hábitos individuais devem ser um fator crucial na escolha das estratégias de tratamento.”

O psiquiatra ainda acentua que todos nós temos um poder de cura inato. “Nosso estado natural é ser saudável, não doente. Inquietação, infelicidade, medo, fadiga ou outro desconforto são exemplos de obstáculos que pedem remoção para que se retorne ao estado de saúde e bem-estar”, explica Cyro Masci.

Por fim, o médico destaca que a abordagem integrativa não é uma rejeição do tratamento padrão, e nem é uma forma de medicina sem limites, articulada em pseudociência. Pelo contrário, o objetivo é aplicar, com rigor, a ciência na escolha dos métodos não convencionais.

Cyro Masci é médico psiquiatra, atua em São Paulo utilizando a abordagem integrativa, conciliando a medicina tradicional com várias formas de tratamento não convencionais.

Dados do Estudo Longitudinal da Saúde do Adulto (Elsa-Brasil), realizado com 15 mil moradores de 6 capitais brasileiras, relacionaram alguns transtornos psiquiátricos com risco aumentado de doenças cardiovasculares, como infarto do miocárdio ou acidente vascular cerebral. Essa pesquisa confirmou outros estudos internacionais, que chegaram à mesma conclusão: transtornos psiquiátricos podem provocar ou agravar doenças cardíacas, ao mesmo tempo em que doenças no coração podem desencadear ou piorar transtornos psiquiátricos.

A imagem popular de que emoções nascem no coração está ilustrada em expressões como ‘um coração apaixonado’, ou quando se diz que uma pessoa ruim ‘não tem coração’. Hoje sabe-se que a vivência emocional está no cérebro, mas a relação entre esses dois órgãos é cada vez mais bem compreendida através de estudos.

Cyro Masci, médico psiquiatra, explica que existem diversos motivos para ocorrer interação entre o coração e transtornos emocionais, e essa ligação recíproca é a cada dia melhor esclarecida por pesquisas. O especialista explica que existem diversos motivos para ocorrer interação entre o coração e transtornos emocionais. “Ao contrário do que muitos pensam, os prejuízos de vários transtornos psiquiátricos vão além do sofrimento emocional, podendo promover ou agravar doenças do coração.”

Influência nos hábitos de vida

Segundo Masci, “o primeiro e mais óbvio motivo dos transtornos psiquiátricos afetarem o coração é pela influência nos hábitos de vida. Pessoas que sofrem de depressão, por exemplo, muitas vezes adotam hábitos de vida pouco saudáveis, como ter má alimentação, sedentarismo, consumir muito álcool ou nicotina. A depressão reduz o desejo e motivação para a vida, o que também dificulta a adesão ao tratamento cardiológico de longo prazo.”

Coração e sofrimento emocional

As doenças do coração estão relacionadas ao desenvolvimento de transtornos psiquiátricos. Cyro Masci explica que “após o desenvolvimento de enfermidades cardíacas, muitas pessoas passam a desenvolver forte ansiedade, ou então transtorno depressivo. Embora possa parecer óbvio que a experiência de adoecimento cardíaco leve a sintomas de ansiedade ou depressão, existem outros fatores envolvidos”.

Segundo Masci, “pesquisas recentes demonstram que várias alterações presentes em doenças do coração podem contribuir para o desenvolvimento de transtornos psiquiátricos. Essas alterações incluem um estado de inflamação no organismo todo, ou ainda liberação alterada de adrenalina. Em outras palavras, existem motivos biológicos para o problema psiquiátrico em pacientes com doença cardíaca, e não apenas emocionais.”

A conexão hormonal

Cyro Masci explica que vários transtornos psiquiátricos estão relacionados à liberação alterada de hormônios como cortisol e adrenalina. “O estresse prolongado geralmente afeta a liberação do cortisol, o que pode facilitar o aparecimento, ou agravar, doenças cardíacas. Ao mesmo tempo, cardiopatias também alteram a liberação desse hormônio, fechando um ciclo vicioso em que alterações emocionais pioram doenças do coração, e doenças cardíacas promovem alterações psiquiátricas. O cortisol, como se vê, tem um papel fundamental nessa interação, e deve ser sempre levado em conta nas avaliações e tratamentos”.

Síndrome do coração partido

Se o estresse crônico pode alterar o hormônio cortisol, situações de sobrecarga emocional momentâneas podem ocasionar liberação exagerada de adrenalina. Segundo Cyro Masci, “situações de estresse agudo, como alguma perda familiar ou pessoa próxima por morte ou separação, perder uma grande quantidade de dinheiro, ou ainda ser diagnosticado com alguma doença grave pode provocar alterações cardíacas transitórias, mas que, em uma pequena parcela da população, chega a gerar doenças mais graves no coração, constituindo a chamada síndrome do coração partido.”

Sono e ansiedade

Segundo Masci, “a insônia crônica, persistente, aumenta o risco de hipertensão arterial, assim como a ansiedade também contribui para aumentar o risco de algum tipo de doença cardíaca. Alguns estudos indicam que portadores de Transtorno de Ansiedade Generalizada (TAG), por exemplo, têm suas chances de desenvolver doença do coração aumentada em 30%, quando comparados com pessoas que não sofrem desse transtorno psiquiátrico”.

Cyro Masci conclui que “o fato de os transtornos psiquiátricos afetarem de modo negativo a saúde do coração, e de que doenças cardíacas poderem alterar a mente, favorecendo o sofrimento emocional, demonstram que o tratamento psiquiátrico é um poderoso aliado não apenas na prevenção de doenças cardíacas, mas também auxiliando na recuperação de quem já sofre do problema.”

Cyro Masci é médico psiquiatra, atua em São Paulo utilizando a abordagem integrativa, conciliando a medicina tradicional com várias formas de tratamento não convencionais.

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