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Ser humano está predestinado a sentir ansiedade, mas pode gerenciá-la

Ser humano está predestinado a sentir ansiedade, mas pode gerenciá-la

O ser humano está predestinado a sentir ansiedade, como se fosse uma sina se preocupar sem necessidade? Para o médico psiquiatra Cyro Masci, a resposta é sim. “Somos descendentes de vitoriosos do passado remoto. Se hoje o ser humano dominou o planeta, em grande parte isso é devido ao desenvolvimento de uma região do nosso cérebro, o córtex pré-frontal. Essa região, que fica logo acima das sobrancelhas, possui, entre outras funções, a de antecipar problemas e criar cenários alternativos”, afirma o médico.

Ser humano está predestinado a sentir ansiedade, mas pode gerenciá-la

Isso significa, segundo ele, antecipar-se aos problemas, preocupar-se. “E como em qualquer outra função humana, pode ocorrer um desequilíbrio e essa preocupação ser excessiva. Nesses casos é necessário tratamento”, esclarece o médico.

Recado

O que se pode fazer para, ao menos, reduzir esse automatismo do cérebro? Em primeiro lugar, prestar atenção aos sinais. “A ansiedade é um recado do cérebro. Do ponto de vista técnico, é um modo pré-verbal de o cérebro comunicar que algo ameaçador pode acontecer no futuro”, diz o psiquiatra.

O objetivo do cérebro é chamar atenção para o perigo. “Assim que a pessoa sentir ansiedade, o primeiro passo é lembrar que é um recado do seu cérebro de que algo é importante e merece sua atenção. Em seguida, deve-se tentar esfriar o calor da emoção, por exemplo, respirando lentamente. E, mais calmo, compreender qual recado o cérebro está tentando passar, o que o seu cérebro considera digno de atenção ou mesmo temor”, sugere Masci.

Cyro Masci lembra que é interessante não dar o rótulo de bom ou ruim para a ansiedade até o limite do razoável. Ela só é uma emoção tóxica quando sua intensidade é tal que interfere nas atividades pessoais, seja de trabalho, sociais ou de lazer. “O problema de interpretar a ansiedade cotidiana, comum a todos, como prejudicial, é que a pessoa acaba gerando uma nova situação de ameaça, e isso é interpretado pelo cérebro, gerando mais ansiedade”, destaca o médico.

Círculo vicioso

E quando essa estratégia não surtir o efeito desejado, o que fazer? Segundo Masci, se a preocupação com os acontecimentos é exagerada a ponto de interferir no funcionamento diário, ou causar grande sofrimento, é bem provável que tenham ocorrido mudanças nas áreas cerebrais responsáveis pela preocupação, o que exige tratamento.

“Não é saudável viver a maior parte do tempo esperando um desastre acontecer, seja em questões relacionadas à saúde, família, trabalho ou outras questões pessoais. É preciso procurar ajuda e interromper o ciclo vicioso de ficar boa parte do tempo imaginando os piores cenários por conta da ansiedade e, com isso, alimentar o cérebro com mais estímulos de perigo, o que gera mais e mais ansiedade”, finaliza Cyro Masci

Fonte: Cyro Masci, médico psiquiatra em São Paulo, autor dos livros “Síndrome do Pânico: Psiquiatria com abordagem integrativa” e “Biostress: Novos caminhos para o Equilíbrio e a Saúde”.

Isso significa, segundo ele, antecipar-se aos problemas, preocupar-se. “E como em qualquer outra função humana, pode ocorrer um desequilíbrio e essa preocupação ser excessiva. Nesses casos é necessário tratamento”, esclarece o médico.

Recado

O que se pode fazer para, ao menos, reduzir esse automatismo do cérebro? Em primeiro lugar, prestar atenção aos sinais. “A ansiedade é um recado do cérebro. Do ponto de vista técnico, é um modo pré-verbal de o cérebro comunicar que algo ameaçador pode acontecer no futuro”, diz o psiquiatra.

O objetivo do cérebro é chamar atenção para o perigo. “Assim que a pessoa sentir ansiedade, o primeiro passo é lembrar que é um recado do seu cérebro de que algo é importante e merece sua atenção. Em seguida, deve-se tentar esfriar o calor da emoção, por exemplo, respirando lentamente. E, mais calmo, compreender qual recado o cérebro está tentando passar, o que o seu cérebro considera digno de atenção ou mesmo temor”, sugere Masci.

Cyro Masci lembra que é interessante não dar o rótulo de bom ou ruim para a ansiedade até o limite do razoável. Ela só é uma emoção tóxica quando sua intensidade é tal que interfere nas atividades pessoais, seja de trabalho, sociais ou de lazer. “O problema de interpretar a ansiedade cotidiana, comum a todos, como prejudicial, é que a pessoa acaba gerando uma nova situação de ameaça, e isso é interpretado pelo cérebro, gerando mais ansiedade”, destaca o médico.

Círculo vicioso

E quando essa estratégia não surtir o efeito desejado, o que fazer? Segundo Masci, se a preocupação com os acontecimentos é exagerada a ponto de interferir no funcionamento diário, ou causar grande sofrimento, é bem provável que tenham ocorrido mudanças nas áreas cerebrais responsáveis pela preocupação, o que exige tratamento.

“Não é saudável viver a maior parte do tempo esperando um desastre acontecer, seja em questões relacionadas à saúde, família, trabalho ou outras questões pessoais. É preciso procurar ajuda e interromper o ciclo vicioso de ficar boa parte do tempo imaginando os piores cenários por conta da ansiedade e, com isso, alimentar o cérebro com mais estímulos de perigo, o que gera mais e mais ansiedade”, finaliza Cyro Masci

Fonte: Cyro Masci, médico psiquiatra em São Paulo, autor dos livros “Síndrome do Pânico: Psiquiatria com abordagem integrativa” e “Biostress: Novos caminhos para o Equilíbrio e a Saúde”.

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