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Transtorno Disfórico Pré-Menstrual TDPM: Informações Objetivas

Transtorno Disfórico Pré-Menstrual TDPM: Informações Objetivas

O Transtorno Disfórico Pré-Menstrual (TDPM) é uma condição psiquiátrica séria que afeta uma parcela das mulheres em idade reprodutiva. Ele é caracterizado por sintomas emocionais e físicos intensos que ocorrem na fase lútea do ciclo menstrual, geralmente nos dias que antecedem a menstruação.

A partir de 2022, o Código Internacional de Doenças (CID) passou a classificar o TDPM como uma enfermidade isolada, com um código próprio, — o GA34.41 —, diferenciando-o da Tensão Pré-Menstrual (TPM). Este artigo explora os principais aspectos do TDPM, desde sua definição até o impacto em quem vive com esse transtorno.

Como é feito o diagnóstico?

O diagnóstico do TDPM é baseado nos sinais e sintomas observados pelo médico, geralmente um psiquiatra. Não existem exames laboratoriais específicos para essa condição. O diagnóstico envolve uma avaliação completa do histórico médico e psicológico do paciente, observando os sintomas e sua duração. Questionários padronizados e escalas de avaliação do TDPM também podem ser utilizados para auxiliar no diagnóstico.

Os critérios diagnósticos do TDPM, segundo a 11ª edição do CID e o DSM-5, incluem a presença de pelo menos cinco sintomas emocionais e físicos na semana final antes do início da menstruação, que melhoram poucos dias após o início do fluxo menstrual e se tornam mínimos ou ausentes na semana pós-menstrual.

Quais são os sinais e sintomas do TDPM?

Os critérios diagnósticos do TDPM são bem definidos  pelo DSM-5 e utilizados pela maioria dos psiquiatras. Eles são divididos em três critérios: A, B e C.

Critério A: Os sintomas ocorrem na maioria dos ciclos menstruais, com pelo menos cinco sintomas presentes na semana final antes do início da menstruação. Esses sintomas começam a melhorar poucos dias depois do início da menstruação e tornam-se mínimos ou ausentes na semana após a menstruação.

Critério B: Pelo menos um dos seguintes sintomas deve estar presente:

  • Labilidade emocional (mudanças de humor acentuadas, como sentir-se repentinamente triste ou com sensibilidade aumentada, especialmente à rejeição).
  • Irritabilidade ou raiva acentuadas ou aumento nos conflitos com pessoas.
  • Tristeza, depressão acentuada com sentimentos de desesperança ou pensamentos autodepreciativos.
  • Ansiedade, tensão ou irritabilidade acentuadas, sensação de estar no limite.

Critério C: Se ao menos um dos sintomas do Critério B estiver presente, deve-se somá-lo com os seguintes sintomas para totalizar cinco ou mais:

  • Redução no interesse pelas atividades habituais, como trabalho, passatempos, amigos ou escola.
  • Dificuldade de se concentrar.
  • Cansaço fácil, desânimo, preguiça ou falta de energia.
  • Alteração intensa nos hábitos alimentares: comer em excesso ou perder o apetite; desejo exacerbado por alimentos específicos.
  • Falta de sono ou excesso de sonolência.
  • Sensação de estar sobrecarregada ou fora do controle.
  • Sensibilidade ou inchaço das mamas, dor articular ou muscular, sensação de “inchaço” ou ganho de peso.

Qual a origem do Transtorno Disfórico Pré-Menstrual?

A origem do TDPM é multifatorial, envolvendo uma complexa interação de fatores biológicos e ambientais. Novas pesquisas revelam que o TDPM não é causado pelos hormônios femininos em si, que normalmente estão em níveis normais, mas pelo modo como o cérebro responde a esses hormônios. Há um aumento da sensibilidade do cérebro, que provoca alterações nos transmissores químicos e nas áreas responsáveis pelo humor e pela sensação geral de bem-estar.

Fatores Biológicos:

  • Flutuações hormonais: As mulheres com TDPM mostram uma resposta cerebral anormal à alopregnanolona, um subproduto dos hormônios reprodutivos.
  • Genética: A predisposição genética pode desempenhar um papel significativo no desenvolvimento do TDPM.
  • Mulheres com histórico familiar de TDPM ou outros transtornos de humor têm maior probabilidade de desenvolver o transtorno.
  • Neurotransmissores: Alterações nos sistemas de serotonina e GABA do cérebro ao longo do ciclo menstrual estão associadas ao TDPM.

Por que algumas mulheres desenvolvem TDPM e outras não?

A combinação desses fatores varia de pessoa para pessoa, e a interação entre eles determina a vulnerabilidade individual ao TDPM. Algumas mulheres podem ter uma predisposição genética, mas nunca desenvolver o transtorno se não forem expostas a fatores ambientais ou emocionais desencadeantes. Por outro lado, mulheres sem histórico familiar de TDPM podem desenvolver a condição se vivenciarem eventos traumáticos ou estresse crônico.

O TDPM pode coexistir com outros Transtornos Psiquiátricos? Quais?

Sim, o TDPM frequentemente coexiste com outros transtornos psiquiátricos. Essa comorbidade pode complicar o diagnóstico e o tratamento, mas também oferece pistas valiosas para a compreensão das interações entre diferentes condições de saúde mental. Alguns dos transtornos mais comumente associados ao TDPM incluem:

  • Transtorno de Ansiedade Generalizada (TAG): A ansiedade constante e excessiva pode coexistir com os sintomas do TDPM.
  • Depressão Maior: Muitas mulheres com TDPM também sofrem de episódios depressivos.
  • Transtorno de Pânico: Episódios recorrentes de pânico intenso e medo podem ocorrer juntamente com os sintomas do TDPM.
  • Transtorno Bipolar: Episódios de humor alterado podem ocorrer em mulheres com TDPM.

Quais são as formas de tratamento do TDPM?

O tratamento do TDPM geralmente envolve uma combinação de abordagens e deve ser conduzido idealmente por um médico psiquiatra:

  • Medicação psiquiátrica: Antidepressivos, como os inibidores seletivos da recaptação de serotonina (ISRS), podem ser prescritos para regular os neurotransmissores no cérebro e reduzir os sintomas do TDPM.
  • Em alguns casos, medicamentos hormonais, como contraceptivos orais, podem ser usados para estabilizar os níveis hormonais.
  • Abordagem complementar: Homeopatia, fitoterápicos e nutracêuticos podem ser prescritos para complementar o tratamento; em geral, não são utilizados isoladamente.
  • Psicoterapia: A terapia cognitivo-comportamental (TCC) é amplamente considerada eficaz para tratar os sintomas emocionais do TDPM. Ela ajuda as pacientes a identificar e modificar padrões de pensamento negativos e desenvolver habilidades de enfrentamento.
  • Estilo de Vida: Técnicas de relaxamento, exercícios físicos regulares, uma dieta balanceada e um sono adequado são recomendados para ajudar a manejar os sintomas do TDPM.

Quais são as complicações do TDPM se não for convenientemente tratado?

Sem tratamento adequado, o TDPM pode levar a várias complicações, incluindo:

  • Incapacidade de desempenhar atividades diárias.
  • Problemas de relacionamento e isolamento social.
  • Dificuldades no trabalho ou nos estudos.
  • Agravamento de outros problemas de saúde mental, como depressão e ansiedade.

Recomendações para quem sofre desse transtorno

  • Procure ajuda profissional: A orientação de um médico psiquiatra é essencial para um tratamento eficaz.
  • Mantenha um estilo de vida saudável: Exercícios físicos, alimentação equilibrada e sono adequado são fundamentais.
  • Pratique técnicas de relaxamento: Meditação, ioga e respiração profunda podem ajudar a reduzir os níveis de ansiedade e melhorar o humor.
  • Monitore os sintomas: Manter um diário dos sintomas pode ajudar a identificar padrões e gatilhos, facilitando o tratamento.

Recomendações para familiares e amigos de quem sofre desse transtorno

  • Seja compreensivo: Reconheça que o TDPM é uma condição médica séria e não algo que a pessoa pode simplesmente “superar”.
  • Ofereça apoio emocional: Esteja disponível para ouvir sem julgar.
  • Incentive a busca por tratamento: Apoie a pessoa a procurar ajuda profissional.
  • Informe-se sobre o transtorno: Quanto mais você entender sobre o TDPM, melhor poderá ajudar.
  • Evite minimizar os sentimentos: Comentários como “é só uma TPM” são contraproducentes.

O Transtorno Disfórico Pré-Menstrual é uma condição séria, mas com o tratamento adequado e o apoio certo, as mulheres podem aprender a gerenciá-lo e levar uma vida plena e produtiva.

 


Informações sobre atendimento

Acreditamos que cada indivíduo é único na interação entre corpo, mente e ambiente, e que a saúde vai além da ausência de doença, representando um estado de completo bem-estar físico, mental e social.

Com essa perspectiva, buscamos desenvolver um plano de tratamento personalizado e multimodal, atendendo às necessidades específicas de cada pessoa.

Para informações e marcações de consulta, clique aqui para entrar em contato pelo whatsapp, ou ligue por voz para (11) 5041-0996.

Sobre o Dr Cyro Masci, clique aqui

***

Priorize o seu equilíbrio emocional,
ele é a chave para uma vida plena e feliz.

***

Dr Cyro Masci - autor 1
Autor: Dr. Cyro Masci
CREMESP 39126
Psiquiatra RQE CFM 9738
Psiquiatria Integrativa

Transtorno Disfórico Pré-Menstrual TDPM: Informações Objetivas

Transtorno Disfórico Pré-Menstrual TDPM: Informações Objetivas

O Transtorno Disfórico Pré-Menstrual (TDPM) é uma condição psiquiátrica séria que afeta uma parcela das mulheres em idade reprodutiva. Ele é caracterizado por sintomas emocionais e físicos intensos que ocorrem na fase lútea do ciclo menstrual, geralmente nos dias que antecedem a menstruação.

A partir de 2022, o Código Internacional de Doenças (CID) passou a classificar o TDPM como uma enfermidade isolada, com um código próprio, — o GA34.41 —, diferenciando-o da Tensão Pré-Menstrual (TPM). Este artigo explora os principais aspectos do TDPM, desde sua definição até o impacto em quem vive com esse transtorno.

Como é feito o diagnóstico?

O diagnóstico do TDPM é baseado nos sinais e sintomas observados pelo médico, geralmente um psiquiatra. Não existem exames laboratoriais específicos para essa condição. O diagnóstico envolve uma avaliação completa do histórico médico e psicológico do paciente, observando os sintomas e sua duração. Questionários padronizados e escalas de avaliação do TDPM também podem ser utilizados para auxiliar no diagnóstico.

Os critérios diagnósticos do TDPM, segundo a 11ª edição do CID e o DSM-5, incluem a presença de pelo menos cinco sintomas emocionais e físicos na semana final antes do início da menstruação, que melhoram poucos dias após o início do fluxo menstrual e se tornam mínimos ou ausentes na semana pós-menstrual.

Quais são os sinais e sintomas do TDPM?

Os critérios diagnósticos do TDPM são bem definidos  pelo DSM-5 e utilizados pela maioria dos psiquiatras. Eles são divididos em três critérios: A, B e C.

Critério A: Os sintomas ocorrem na maioria dos ciclos menstruais, com pelo menos cinco sintomas presentes na semana final antes do início da menstruação. Esses sintomas começam a melhorar poucos dias depois do início da menstruação e tornam-se mínimos ou ausentes na semana após a menstruação.

Critério B: Pelo menos um dos seguintes sintomas deve estar presente:

  • Labilidade emocional (mudanças de humor acentuadas, como sentir-se repentinamente triste ou com sensibilidade aumentada, especialmente à rejeição).
  • Irritabilidade ou raiva acentuadas ou aumento nos conflitos com pessoas.
  • Tristeza, depressão acentuada com sentimentos de desesperança ou pensamentos autodepreciativos.
  • Ansiedade, tensão ou irritabilidade acentuadas, sensação de estar no limite.

Critério C: Se ao menos um dos sintomas do Critério B estiver presente, deve-se somá-lo com os seguintes sintomas para totalizar cinco ou mais:

  • Redução no interesse pelas atividades habituais, como trabalho, passatempos, amigos ou escola.
  • Dificuldade de se concentrar.
  • Cansaço fácil, desânimo, preguiça ou falta de energia.
  • Alteração intensa nos hábitos alimentares: comer em excesso ou perder o apetite; desejo exacerbado por alimentos específicos.
  • Falta de sono ou excesso de sonolência.
  • Sensação de estar sobrecarregada ou fora do controle.
  • Sensibilidade ou inchaço das mamas, dor articular ou muscular, sensação de “inchaço” ou ganho de peso.

Qual a origem do Transtorno Disfórico Pré-Menstrual?

A origem do TDPM é multifatorial, envolvendo uma complexa interação de fatores biológicos e ambientais. Novas pesquisas revelam que o TDPM não é causado pelos hormônios femininos em si, que normalmente estão em níveis normais, mas pelo modo como o cérebro responde a esses hormônios. Há um aumento da sensibilidade do cérebro, que provoca alterações nos transmissores químicos e nas áreas responsáveis pelo humor e pela sensação geral de bem-estar.

Fatores Biológicos:

  • Flutuações hormonais: As mulheres com TDPM mostram uma resposta cerebral anormal à alopregnanolona, um subproduto dos hormônios reprodutivos.
  • Genética: A predisposição genética pode desempenhar um papel significativo no desenvolvimento do TDPM.
  • Mulheres com histórico familiar de TDPM ou outros transtornos de humor têm maior probabilidade de desenvolver o transtorno.
  • Neurotransmissores: Alterações nos sistemas de serotonina e GABA do cérebro ao longo do ciclo menstrual estão associadas ao TDPM.

Por que algumas mulheres desenvolvem TDPM e outras não?

A combinação desses fatores varia de pessoa para pessoa, e a interação entre eles determina a vulnerabilidade individual ao TDPM. Algumas mulheres podem ter uma predisposição genética, mas nunca desenvolver o transtorno se não forem expostas a fatores ambientais ou emocionais desencadeantes. Por outro lado, mulheres sem histórico familiar de TDPM podem desenvolver a condição se vivenciarem eventos traumáticos ou estresse crônico.

O TDPM pode coexistir com outros Transtornos Psiquiátricos? Quais?

Sim, o TDPM frequentemente coexiste com outros transtornos psiquiátricos. Essa comorbidade pode complicar o diagnóstico e o tratamento, mas também oferece pistas valiosas para a compreensão das interações entre diferentes condições de saúde mental. Alguns dos transtornos mais comumente associados ao TDPM incluem:

  • Transtorno de Ansiedade Generalizada (TAG): A ansiedade constante e excessiva pode coexistir com os sintomas do TDPM.
  • Depressão Maior: Muitas mulheres com TDPM também sofrem de episódios depressivos.
  • Transtorno de Pânico: Episódios recorrentes de pânico intenso e medo podem ocorrer juntamente com os sintomas do TDPM.
  • Transtorno Bipolar: Episódios de humor alterado podem ocorrer em mulheres com TDPM.

Quais são as formas de tratamento do TDPM?

O tratamento do TDPM geralmente envolve uma combinação de abordagens e deve ser conduzido idealmente por um médico psiquiatra:

  • Medicação psiquiátrica: Antidepressivos, como os inibidores seletivos da recaptação de serotonina (ISRS), podem ser prescritos para regular os neurotransmissores no cérebro e reduzir os sintomas do TDPM.
  • Em alguns casos, medicamentos hormonais, como contraceptivos orais, podem ser usados para estabilizar os níveis hormonais.
  • Abordagem complementar: Homeopatia, fitoterápicos e nutracêuticos podem ser prescritos para complementar o tratamento; em geral, não são utilizados isoladamente.
  • Psicoterapia: A terapia cognitivo-comportamental (TCC) é amplamente considerada eficaz para tratar os sintomas emocionais do TDPM. Ela ajuda as pacientes a identificar e modificar padrões de pensamento negativos e desenvolver habilidades de enfrentamento.
  • Estilo de Vida: Técnicas de relaxamento, exercícios físicos regulares, uma dieta balanceada e um sono adequado são recomendados para ajudar a manejar os sintomas do TDPM.

Quais são as complicações do TDPM se não for convenientemente tratado?

Sem tratamento adequado, o TDPM pode levar a várias complicações, incluindo:

  • Incapacidade de desempenhar atividades diárias.
  • Problemas de relacionamento e isolamento social.
  • Dificuldades no trabalho ou nos estudos.
  • Agravamento de outros problemas de saúde mental, como depressão e ansiedade.

Recomendações para quem sofre desse transtorno

  • Procure ajuda profissional: A orientação de um médico psiquiatra é essencial para um tratamento eficaz.
  • Mantenha um estilo de vida saudável: Exercícios físicos, alimentação equilibrada e sono adequado são fundamentais.
  • Pratique técnicas de relaxamento: Meditação, ioga e respiração profunda podem ajudar a reduzir os níveis de ansiedade e melhorar o humor.
  • Monitore os sintomas: Manter um diário dos sintomas pode ajudar a identificar padrões e gatilhos, facilitando o tratamento.

Recomendações para familiares e amigos de quem sofre desse transtorno

  • Seja compreensivo: Reconheça que o TDPM é uma condição médica séria e não algo que a pessoa pode simplesmente “superar”.
  • Ofereça apoio emocional: Esteja disponível para ouvir sem julgar.
  • Incentive a busca por tratamento: Apoie a pessoa a procurar ajuda profissional.
  • Informe-se sobre o transtorno: Quanto mais você entender sobre o TDPM, melhor poderá ajudar.
  • Evite minimizar os sentimentos: Comentários como “é só uma TPM” são contraproducentes.

O Transtorno Disfórico Pré-Menstrual é uma condição séria, mas com o tratamento adequado e o apoio certo, as mulheres podem aprender a gerenciá-lo e levar uma vida plena e produtiva.

 


Informações sobre atendimento

Acreditamos que cada indivíduo é único na interação entre corpo, mente e ambiente, e que a saúde vai além da ausência de doença, representando um estado de completo bem-estar físico, mental e social.

Com essa perspectiva, buscamos desenvolver um plano de tratamento personalizado e multimodal, atendendo às necessidades específicas de cada pessoa.

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Dr Cyro Masci - autor 1
Autor: Dr. Cyro Masci
CREMESP 39126
Psiquiatra RQE CFM 9738

Dr. Cyro Masci
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