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Relação entre Ansiedade e Sono

Relação entre Ansiedade e Sono

Imagine o cérebro humano como um sofisticado centro de comando, equipado com um sistema de alarme altamente sensível: o Sistema de Resposta a Ameaças (SRA). Este sistema é como um guarda vigilante que está constantemente monitorando sinais de perigo no horizonte. Quando percebe uma ameaça futura, ele ativa a ansiedade, um sinal de alerta que prepara o corpo para enfrentar ou fugir do perigo. Por outro lado, quando o perigo é imediato, o colorido emocional se transforma em medo. Esses dois sentinelas emocionais, ansiedade e medo, emergem da interpretação cerebral dos dois tipos de ameaça, a imediata e a futura.

Durante o sono, que pode ser visto como o período de manutenção noturna do cérebro, ocorre a consolidação da memória. Neste momento, o cérebro age como um editor cuidadoso, decidindo o que deve ser armazenado na biblioteca de longo prazo e o que pode ser descartado como irrelevante ou desnecessário.

No entanto, o problema surge quando a ansiedade entra em cena junto com um sono de qualidade insatisfatória. Isso pode ocorrer devido a várias razões: dormir pouco, ter um sono superficial, ou enfrentar dificuldades para iniciar o sono. Nestes casos, o sistema de memória cerebral, que já opera com recursos limitados devido ao descanso inadequado, começa a priorizar as memórias relacionadas a riscos e situações emocionalmente carregadas. É como se, durante uma tempestade, o guarda focasse apenas em reforçar as barreiras contra as maiores ameaças, ignorando outras tarefas de manutenção.

Essa priorização leva a um ciclo vicioso: a sensação de perigo e ameaça mantém-se intensamente presente, o que continua a estimular o Sistema de Resposta a Ameaças, gerando mais ansiedade. Isso, por sua vez, deteriora ainda mais a qualidade do sono, garantindo que as situações desagradáveis continuem sendo as primeiras na fila para armazenamento de memórias. No final, o pessimismo e o mau-humor dominam, agravando o quadro de ansiedade.

Portanto, é crucial que o tratamento aborde tanto a regulação bioquímica do Sistema de Resposta a Ameaças quanto o sono, tanto em quantidade quanto em qualidade. Isso é essencial para que o cérebro possa armazenar memórias do dia a dia de modo mais equilibrado, sem dar prioridade excessiva a eventos desagradáveis ou ameaçadores. Ajustar esse delicado equilíbrio é como calibrar um sofisticado sistema de segurança, garantindo que ele proteja sem causar alarmes desnecessários, permitindo assim uma noite de repouso tranquilo e restaurador.

Felizmente, os recursos contemporâneos da psiquiatria oferecem meios adequados para auxiliar na modulação tanto do Sistema de Resposta a Ameaças, que gera o medo e a ansiedade, quanto das diversas estruturas do cérebro envolvidas nos mecanismos de sono restaurador. O foco não é anular ou “calar” o Sistema de Resposta a Ameaças, mas sim ajustar e calibrar esse sofisticado sistema de segurança, garantindo que ele proteja sem causar alarmes desnecessários, promovendo assim uma noite de repouso tranquilo e restaurador, sempre respeitando as individualidades e os limites de cada pessoa.

Dr Cyro Masci - autor 1
Autor: Dr. Cyro Masci
CREMESP 39126
Psiquiatra RQE CFM 9738
Psiquiatria Integrativa

Relação entre Ansiedade e Sono

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Imagine o cérebro humano como um sofisticado centro de comando, equipado com um sistema de alarme altamente sensível: o Sistema de Resposta a Ameaças (SRA). Este sistema é como um guarda vigilante que está constantemente monitorando sinais de perigo no horizonte. Quando percebe uma ameaça futura, ele ativa a ansiedade, um sinal de alerta que prepara o corpo para enfrentar ou fugir do perigo. Por outro lado, quando o perigo é imediato, o colorido emocional se transforma em medo. Esses dois sentinelas emocionais, ansiedade e medo, emergem da interpretação cerebral dos dois tipos de ameaça, a imediata e a futura.

Durante o sono, que pode ser visto como o período de manutenção noturna do cérebro, ocorre a consolidação da memória. Neste momento, o cérebro age como um editor cuidadoso, decidindo o que deve ser armazenado na biblioteca de longo prazo e o que pode ser descartado como irrelevante ou desnecessário.

No entanto, o problema surge quando a ansiedade entra em cena junto com um sono de qualidade insatisfatória. Isso pode ocorrer devido a várias razões: dormir pouco, ter um sono superficial, ou enfrentar dificuldades para iniciar o sono. Nestes casos, o sistema de memória cerebral, que já opera com recursos limitados devido ao descanso inadequado, começa a priorizar as memórias relacionadas a riscos e situações emocionalmente carregadas. É como se, durante uma tempestade, o guarda focasse apenas em reforçar as barreiras contra as maiores ameaças, ignorando outras tarefas de manutenção.

Essa priorização leva a um ciclo vicioso: a sensação de perigo e ameaça mantém-se intensamente presente, o que continua a estimular o Sistema de Resposta a Ameaças, gerando mais ansiedade. Isso, por sua vez, deteriora ainda mais a qualidade do sono, garantindo que as situações desagradáveis continuem sendo as primeiras na fila para armazenamento de memórias. No final, o pessimismo e o mau-humor dominam, agravando o quadro de ansiedade.

Portanto, é crucial que o tratamento aborde tanto a regulação bioquímica do Sistema de Resposta a Ameaças quanto o sono, tanto em quantidade quanto em qualidade. Isso é essencial para que o cérebro possa armazenar memórias do dia a dia de modo mais equilibrado, sem dar prioridade excessiva a eventos desagradáveis ou ameaçadores. Ajustar esse delicado equilíbrio é como calibrar um sofisticado sistema de segurança, garantindo que ele proteja sem causar alarmes desnecessários, permitindo assim uma noite de repouso tranquilo e restaurador.

Felizmente, os recursos contemporâneos da psiquiatria oferecem meios adequados para auxiliar na modulação tanto do Sistema de Resposta a Ameaças, que gera o medo e a ansiedade, quanto das diversas estruturas do cérebro envolvidas nos mecanismos de sono restaurador. O foco não é anular ou “calar” o Sistema de Resposta a Ameaças, mas sim ajustar e calibrar esse sofisticado sistema de segurança, garantindo que ele proteja sem causar alarmes desnecessários, promovendo assim uma noite de repouso tranquilo e restaurador, sempre respeitando as individualidades e os limites de cada pessoa.

Dr Cyro Masci - autor 1
Autor: Dr. Cyro Masci
CREMESP 39126
Psiquiatra RQE CFM 9738

Dr. Cyro Masci
CREMESP 39126
Psiquiatra RQE CFM 9738

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